Se tem uma coisa que eu não entendo é porque precisamos morrer: sério, não poderíamos viver eternamente? Não entendo a morte, odeio a morte com todas as minha forças, não só porque não a compreendo mas porque doi. Pense comigo: em um momento uma pessoa querida esta com você, e pode abraça-la, sentir a felicidade no som da sua risada, desfrutar de sua presença, e no momento seguinte nunca mais poderá acessa-la, sua presença é tirada de você, não existe nada mais cruel que isso. Tenho um vizinho que perdeu a filha pro câncer de mais ou menos 8 anos, não consigo mensurar a dor daqueles pais. Quase não via a mãe, a menina ficava mais com o pai, eu sempre encontrava com eles no elevador, o pai todo orgulhoso, sempre falava dos feitos da pequena menina, simpático e alegre, era assim que eu me lembro deles juntos. Mas como um inverno que chega sem avisar, ela se foi...Tão cedo, tão nova, como se vive depois de passar por uma coisa dessas? Eu nunca sei o que dizer quando o vejo no elevador, tenho vontade de abraça-lo e curar sua dor, mas não tenho nem esse poder, nem intimidade para isso,me valho de sua dor. Seu sorriso nunca mais foi o mesmo, e desejo que um dia ele encontre forças pra voltar a sorrir, quando um pai e uma mãe perdem um filho, todos os outros perdem também. Por mais que a morte traga medo e dor, ignora-la não muda o fato que ela chega um dia, como diz a música, para morrer basta estar vivo. Meu objetivo não é nem de longe, deixa-la deprimida com meus pensamentos mórbidos, mas lembra-la o valor que a vida tem, porque saber que a morte chega, é o que nos faz querer viver, é o que faz a vida valer tanto. Aproveitar cada segundo precioso. Sempre penso em quanto estou aproveitando a vida, e não digo carpe diem em fazer tudo que der vontade, mas se meu tempo na terra esta alinhado com os propósitos do Eterno pra minha vida....maior que o medo de morrer é so de envelhecer com culpa. talvez só o fato de pensar demais nisso ja esteja desperdiçando a vida, deixando de viver , pensando. Penso demais , talvez devesse pensar menos.
O nome do blog é uma homenagem a um certo escritor que decidiu escrever um livro em que eu morreria, bem não exatamente eu, mas o livro se chama "Veronika decide morrer", ouço desde pequena essa frase soar como um sino atravessando o tempo como se ele nada fosse. Nunca li esse livro específico, embora ame ler e tenha um particular interesse pessoal nele. Esta é uma atitude típica e peculiar que adquiri, algumas coragens me faltam, como ler o " o Diário de Anne Frank" ou terminar a última temporada de Games of Thrones. Mas a beira dos meus 36 anos, vários credores, insônia, uma kitinet, 2 gatos, uma filha, Verônika decide viver, seja lá o que isso signifique.

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